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Variação nos custos de cuidados oncológicos

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Como é sabido e temos apontado, o Brasil e o mundo passam por uma mudança demográfica com envelhecimento da população e diferentes impactos para a saúde das pessoas e nos modelos de atenção. Exatamente por isso, divulgamos periodicamente materiais como a “Projeção das despesas assistenciais da saúde suplementar”, já analisada aqui no Blog.

Outro ponto importante nessa busca pela eficiência do sistema é buscar referências nacionais e internacionais para embasar estudos, pesquisas e fornecer subsídios para a melhor tomada de decisão no setor.

Foi com isso em mente que apresentamos o trabalho “Variação de Custos e Oportunidades de poupar em um Modelo de Cuidados Oncológicos” (Cost Variation and Savings Opportunities in the Oncology Care Model) na 24º edição do “Boletim Científico IESS”.

A publicação buscou identificar as categorias de serviços que apresentam as maiores oportunidades para reduzir os gastos em cuidados oncológicos analisando resultados do Medicare (plano de saúde público para idosos nos Estados Unidos) de 2006 a 2013. A amostra incluiu pacientes com câncer de mama avançado (estágio III ou IV), carcinoma de células renais, câncer de pulmão de não pequenas células, mieloma múltiplo ou leucemia mieloide crônica.

O estudo apontou que a quimioterapia e a internação hospitalar aguda tendem a ser os maiores contribuintes para a variação do custo nas diferentes regiões e oferecem o maior potencial para reduzir gastos.

Um trabalho semelhante foi elaborado aqui no Brasil e exposto no VIII Prêmio IESS. O pôster “Registros administrativos como fonte de dados de custos assistenciais na saúde suplementar: um estudo de caso para a colecistectomia em hospitais do Rio Grande do Sul”, apresentado por Marcia Regina Godoy e Giacomo Balbinotto Neto, mostrou como o procedimento pode variar de custo dentro do próprio Estado. Nós falamos melhor do estudo aqui e você também pode conferir o resumo dos pôsteres nos Anais do VIII Prêmio IESS.

Fonte: IESS, em 11.02.2019.