Buscar:

Rentabilidade bruta do Sebrae Previdência foi superior a 1% em janeiro e alcançou 10,03% nos últimos 12 meses

Imprimir PDF
Voltar

A rentabilidade bruta do Sebrae Previdência foi de 1,02% em janeiro, superando a inflação de 0,11%, medida pelo IPCA-15. O destaque de performance foi o perfil arrojado com 1,24%, seguido pelos perfis moderado (1,03%) e conservador (0,96%). Os planos Valor Previdência e Valor Empresarial renderam 1,01% e 0,96%, respectivamente.

O Instituto manteve uma trajetória de rendimentos positivos, sempre acima da inflação, nos 3 planos que administra, conforme tabela abaixo:

CENÁRIO MACROECONÔMICO

Os mercados globais iniciaram 2025 com grande volatilidade, refletindo a posse de Donald Trump nos Estados Unidos e as políticas econômicas de sua administração. A reeleição gerou tanto otimismo quanto cautela, com o S&P 500 avançando 2,7% e o Nasdaq subindo 2,2%, impulsionados pela expectativa de crescimento devido a cortes de impostos e desregulamentação. No Brasil, o Ibovespa recuperou parte das perdas de 2024, subindo 4,9%, sustentado pelo bom desempenho dos setores bancário e de energia elétrica. Porém, a incerteza fiscal e as altas taxas de juros futuras ainda pressionam o câmbio e a renda fixa.

O ambiente internacional segue instável, com incertezas políticas e econômicas. Nos Estados Unidos, tarifas comerciais mais rígidas contra China, México e Canadá geram preocupações sobre o impacto no comércio global e na inflação. A Europa enfrenta dificuldades fiscais e políticas, especialmente na França e no Reino Unido. A China busca impulsionar sua economia diante da desaceleração do setor imobiliário e da deflação. No Japão, ajustes na política monetária resultaram em uma leve alta nos juros, o que pode afetar os fluxos globais de capital.

Nos EUA, a administração Trump implementou medidas significativas, como o aumento das tarifas de importação, o que pode fortalecer a indústria doméstica, mas gerar pressão inflacionária. A política imigratória mais restritiva tende a reduzir a oferta de mão de obra e aumentar os salários. Além disso, os cortes de impostos ainda não são acompanhados de uma redução clara dos gastos públicos, aumentando a incerteza fiscal. O Federal Reserve optou por manter a política monetária inalterada, aguardando os impactos antes de tomar decisões sobre as taxas de juros.

No Brasil, o ano começou com desafios na política monetária e fiscal. A inflação superou o teto da meta, levando o Banco Central a elevar a Selic em 1 ponto percentual, para 13,25%. O Copom sinalizou a possibilidade de novos aumentos no segundo trimestre, dependendo da evolução da inflação. O dólar, que havia fechado 2024 em R$ 6,17, caiu para R$ 5,84 em janeiro, devido ao fluxo cambial positivo após meses de saídas de capital. No entanto, a votação do orçamento de 2025 e o início do ano legislativo podem reacender as preocupações fiscais, especialmente devido à incerteza política.

A curva de juros brasileira variou em janeiro, refletindo expectativas sobre novos ajustes na Selic. O mercado de câmbio viu uma valorização momentânea do real, mas a percepção de fragilidade econômica persiste devido à incerteza fiscal. O Ibovespa teve um mês positivo, subindo 4,9%, com destaque para os setores bancário e de energia elétrica, enquanto mineração e siderurgia caíram. Internacionalmente, fundos multimercado reduziram suas posições de hedge, priorizando investimentos em tecnologia e mídia digital. A estratégia no mercado acionário permanece conservadora, dada a volatilidade e os riscos macroeconômicos.

As perspectivas para os próximos meses permanecem desafiadoras, com a economia global se ajustando às novas políticas dos EUA e aos desafios fiscais na Europa e no Brasil. O governo brasileiro enfrentará pressão inflacionária e dificuldades na aprovação do orçamento de 2025. O Banco Central pode continuar elevando a Selic se a inflação persistir. No mercado financeiro, a volatilidade continuará alta, especialmente em ativos de renda fixa e câmbio. A gestão da política fiscal será crucial para garantir a confiança dos investidores e a estabilidade econômica. Por isso, adotaremos uma postura cautelosa nas nossas alocações.

Fonte: Sebrae Previdência, em 10.02.2025.