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ANS - Projeto Cuidado Integral reúne operadoras em sessão de aprendizagem sobre APS

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Encontro presencial marca nova etapa do projeto da ANS voltado à qualificação da Atenção Primária à Saúde na saúde suplementar

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Participantes da sessão de aprendizagem

Nos dias 9 e 10 de abril, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) realizou, em São Paulo, uma Sessão de Aprendizagem Presencial (SAP) voltada para o Projeto Cuidado Integral à Saúde. O encontro reuniu representantes de 14 operadoras de planos de saúde e foi marcado por intensa troca de experiências, apresentações técnicas e atividades práticas voltadas à implementação de modelos de gestão com foco no cuidado integral e nos cuidados primários em saúde.

A iniciativa integra a segunda edição do Projeto Cuidado Integral à Saúde, desenvolvido em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC). O objetivo é incentivar a implantação de projetos-piloto de Atenção Primária à Saúde (APS) na saúde suplementar, fortalecendo a rede de cuidados com base nesse modelo, considerado a principal porta de entrada do sistema de saúde.

“Agradecemos todas as operadoras que voluntariamente estão participando desse projeto. Em um país que passa por uma aceleração do processo de envelhecimento da população, é indispensável evitar desperdícios e adotar a coordenação da jornada do cuidado do beneficiário. Além de proporcionar melhor resultado ao paciente, o modelo colabora para a sustentabilidade e ajuda o sistema de saúde como um todo”, destacou a diretora-adjunta da ANS, Angélica Carvalho, na abertura do evento.

A mesa de abertura contou ainda com a participação do diretor-presidente do HAOC, Jose Marcelo Amatuzzi de Oliveira; do vice-presidente do IHI, Jafet Arrieta; e da presidente da SBMFC, Zeliete Zambon.

Na sequência, a gerente de Estímulo à Inovação e Avaliação da Qualidade Setorial da ANS, Ana Paula Cavalcante, e a coordenadora de Indução à Melhoria da Qualidade Setorial, Kátia Audi, apresentaram as diretrizes para a implementação da APS na saúde suplementar.

“O paciente precisa estar no centro do cuidado. Ele não pode ser alguém que só entra no radar da operadora quando já está doente — especialmente em casos que poderiam ser evitados com acompanhamento adequado”, ressaltou Ana Paula.

A importância da APS também foi destacada por Kirsten Meisinger, docente do Harvard Center for Primary Care e diretora médica da Cambridge Health Alliance (CHA). Em sua palestra, ela comparou os desafios dos setores privados de saúde dos Estados Unidos e do Brasil. “Buscamos criar um ambiente em que os objetivos do setor de saúde estejam alinhados a um modelo de gestão sustentável. E isso só é possível com uma base sólida em Atenção Primária à Saúde”, afirmou.

Além das apresentações, os participantes vivenciaram dinâmicas que ilustraram os desafios de uma rede de atendimento sem APS, comparada a um novelo de lã: com idas e vindas do paciente entre vários especialistas, sem coordenação do cuidado. As atividades estimularam reflexões sobre os próprios sistemas de atendimento, levando os participantes a identificar padrões, falhas e oportunidades de melhoria na execução de seus projetos.

Ao fim do segundo dia, o coordenador do Projeto Cuidado Integral pelo HAOC, Eno Dias, fez um balanço positivo da sessão. “Foram dias de trabalho muito intensos, em que se destacaram dois aspectos: as apresentações consistentes dos palestrantes e da coordenação, que nortearam as reflexões; e as dinâmicas, que promoveram trocas ricas e simulações realistas — elementos que impulsionam as mudanças que queremos ver na APS”, avaliou.

Zeliete Zambon também celebrou os avanços observados desde a primeira edição da SAP. “Percebemos uma evolução clara em todas as operadoras. Isso é visível quando comparamos com a primeira edição. E esse progresso nos motiva a seguir para a terceira, a quarta… foi um pontapé inicial sem volta”, destacou.

No encerramento, Ana Paula Cavalcante e Kátia Audi analisaram e debateram os relatos das operadoras que já implementaram redes de cuidado integral, que compartilharam suas experiências, aprendizados e resultados promissores.

Segunda edição do edital

As 14 operadoras participantes foram selecionadas por meio do 2º Edital do Projeto Cuidado Integral, lançado para identificar experiências de Atenção Primária desenvolvidas em parceria com prestadores de serviços. O foco está em construir um modelo de cuidado que vai além do tratamento de doenças, priorizando prevenção, acompanhamento contínuo e promoção do bem-estar integral dos pacientes.

Veja o edital e as operadoras selecionadas para o projeto aqui

Quer saber mais?

O podcast ANS em Pauta de março traz uma entrevista com Angélica Carvalho e Kátia Audi sobre os programas de indução à qualidade na saúde suplementar. Confira!

Fonte: ANS, em 16.04.2025